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Califórnia quer ficar isenta de represália comercial contra os EUA

Gavin Newsom, governador da Califórnia, pediu aos seus parceiros comerciais que isentem os produtos fabricados no estado de qualquer medida de represália

O governador da Califórnia, Gavin Newsom (Patrick T. Fallon/AFP)

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Agência de notícias

Publicado em 4 de abril de 2025 às 19h43.

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A Califórnia, quinta maior economia do planeta, vai buscar acordos com o restante do mundo para ficar isenta de futuras represálias tarifárias contra os Estados Unidos, anunciou nesta sexta-feira, 4, seu governador, Gavin Newsom.

"As tarifas de Donald Trump não representam todos os americanos", ressaltou o democrata nas redes sociais, onde apresentou seu estado como "um parceiro estável e confiável para as gerações futuras". Segundo o comunicado, seu governo tem a tarefa de "buscar novas relações comerciais estratégicas".

Nesse contexto, o governador pediu aos seus "parceiros comerciais de longa data que isentem os produtos fabricados na Califórnia de qualquer medida de represália".

Newsom, a quem a imprensa americana atribui ambições presidenciais, não disse como os novos acordos poderiam contornar a política protecionista do governo federal.

O presidente americano anunciou nesta semana tarifas que afetam vários países, em meio a uma ofensiva comercial sem equivalentes desde os anos 1930. A China respondeu hoje com o anúncio de tarifas adicionais de 34% sobre os produtos americanos a partir de 10 de abril, "além da taxa aplicada atualmente".

"Não ficaremos de braços cruzados diante da guerra tarifária de Trump", disse Newsom no X. O estado mais populoso dos Estados Unidos, com 39 milhões de habitantes, representa 14% do PIB do país e é a quinta maior economia do mundo.

Berço da tecnologia, a Califórnia é o principal produtor industrial e agrícola do país e depende, em grande parte, das suas relações com México, Canadá e China, todos eles alvos de novas tarifas desde o retorno de Trump ao poder.

Após os incêndios que devastaram Los Angeles em janeiro, a Califórnia teme que as tarifas impostas por Trump dificultem a reconstrução da cidade, ao encarecerem materiais de construção, como madeira, aço e alumínio, frequentemente importados.

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