Agência de Notícias
Publicado em 2 de abril de 2025 às 16h13.
Última atualização em 2 de abril de 2025 às 16h20.
A Casa Branca está compilando estimativas de quanto custaria adquirir e administrar a Groenlândia, segundo informa o jornal The Washington Post, no que seria outra demonstração clara do desejo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de assumir o controle do território autônomo controlado pela Dinamarca.
Segundo o jornal, o gabinete presidencial está estudando a oferta econômica que poderia ser feita aos groenlandeses para que aceitassem se tornar parte dos EUA, o custo de prestação de serviços federais no território e até mesmo estimando a receita que seria gerada pela exploração de seus recursos naturais, principalmente os minerais.
"O presidente acredita que a Groenlândia é um local estrategicamente importante e está confiante de que os groenlandeses seriam mais bem atendidos se os Estados Unidos os protegessem das ameaças modernas na região do Ártico", se limitou a responder uma porta-voz da Casa Branca ao ser perguntada sobre as supostas estimativas.
Embora seja antiga, a obsessão de Trump pela Groenlândia ganhou peso desde seu retorno à Casa Branca, onde ele disse que a ilha, essencial para a navegação na região do Ártico, é vital para a segurança nacional, inclusive, chegando ao ponto de indicar que não descartaria o eventual uso da força para anexá-la.
Uma fonte próxima a Trump, citada pelo The Washington Post, afirma que, dos territórios que o presidente manifestou desejo de absorver, como o Canadá ou o Canal do Panamá, a Groenlândia é o que ele considera "mais fácil" de anexar.
O que Trump e o vice-presidente americano, J.D. Vance, disseram sugere que a prioridade de Washington no momento é fazer uma oferta econômica substancial que o governo autônomo em Nuuk, assim como em Copenhague — que condenou duramente tudo o que foi dito pela Casa Branca — não possa recusar.
Nesse sentido, o artigo afirma que o governo Trump está considerando apresentar uma proposta para financiar o território de 58 mil habitantes com recursos superiores aos US$ 600 milhões que a Dinamarca destina anualmente à Groenlândia.
A publicação do relatório coincide com a viagem de três dias à Groenlândia que inicia hoje mesmo a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, uma visita onde ela se reunirá com o novo governo autônomo e que busca fortalecer o compromisso de Copenhague com o território.