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China e EUA iniciam implementação do ‘Marco de Londres’ com flexibilização mútua nas exportações

Acordo entre China e EUA resulta na flexibilização das restrições comerciais e no fortalecimento das relações econômicas bilaterais

China2Brazil
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Agência

Publicado em 4 de julho de 2025 às 15h40.

Última atualização em 4 de julho de 2025 às 16h15.

O Ministério do Comércio da China confirmou que Pequim e Washington iniciaram a aplicação dos termos do chamado “Marco de Londres”, resultado das recentes negociações econômicas e comerciais entre os dois países.

O acordo detalha os compromissos assumidos com base na conversa telefônica entre os presidentes Xi Jinping e Donald Trump, em 5 de junho, e nas reuniões técnicas realizadas em Genebra.

Flexibilização nas exportações e licenciamento

Segundo o ministério, a China começou a aprovar, com base na legislação vigente, os pedidos de licença de exportação para produtos controlados que atendam aos critérios legais.

Em contrapartida, os Estados Unidos iniciaram o cancelamento de uma série de restrições anteriormente impostas às exportações destinadas ao mercado chinês.

Algumas empresas americanas já teriam recebido autorização para retomar o envio de produtos como softwares de automação de design eletrônico (EDA), etano e motores de avião.

Impactos e expectativas para a relação bilateral

As autoridades chinesas classificaram o Marco de Londres como resultado de intensas negociações, indicando que a implementação dos compromissos está em andamento por ambas as partes.

O governo chinês também reiterou que o diálogo e a cooperação são os únicos caminhos viáveis nas relações bilaterais e cobrou dos EUA a correção de medidas unilaterais adotadas nos últimos anos.

O Ministério do Comércio reforçou a expectativa de que os Estados Unidos adotem ações concretas para garantir a aplicação efetiva do acordo firmado entre os chefes de Estado, com o objetivo de estabilizar e fortalecer a relação econômica e comercial entre os dois países.

O acordo entre China e EUA representa um marco nas relações comerciais, com avanços significativos na flexibilização de restrições.

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