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China restringe pedidos de investimentos por empresas locais nos EUA

Objetivo era evitar tarifas impostas por Trump. Segundo fontes, Pequim busca se fortalecer para negociar

Carros elétricos no Porto de Hangzhou, na China: empresas tentam levar fábricas aos EUA para evitar tarifas  (AFP)

Carros elétricos no Porto de Hangzhou, na China: empresas tentam levar fábricas aos EUA para evitar tarifas (AFP)

Agência o Globo
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Publicado em 3 de abril de 2025 às 07h36.

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A China tomou medidas para restringir investimento de empresas locais nos Estados Unidos, segundo pessoas a par da situação, o que pode dar a Pequim mais musculatura para potenciais negociações comerciais com o governo Donald Trump.

No tarifaço anunciado pelo presidente americano na terça-feira, os produtos chineses serão taxados em 34% — o que vai se somar aos 20% já impostos pela Casa Branca, totalizando 54%.

Várias unidades da principal agência de planejamento econômico da China, a Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento, foram recentemente instruídas a segurar registros e aprovações de empresas buscando investir nos EUA, disseram essas fontes, que pediram para não ser identificadas.

Restrições a investimentos no exterior não são novidade na China, mas as novas medidas ressaltam as tensões entre as duas maiores economias globais, após o tarifaço de Trump. Os investimentos da China nos EUA somaram US$ 6,9 bilhões em 2023, os últimos dados disponíveis.

Por enquanto, segundo as fontes, não há sinais de que os compromissos existentes de empresas chinesas nos EUA, ou de que os títulos do Tesouro americano detidos por Pequim serão afetados. Também não se sabe por quanto tempo a suspensão de novos investimentos vai durar.

Essas restrições aumentam a incerteza para empresas que avaliavam investir em fábricas nos EUA como forma de contornar as barreiras tarifárias.

A Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento e o Ministério do Comércio, procurados, não se manifestaram.

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