Em 2013, os EUA enviaram o porta-aviões USS Eisenhower para o Golfo Pérsico, no litoral iraniano (Ryan D. McLearnon / US Department of Defense/AFP)
Agência de notícias
Publicado em 1 de abril de 2025 às 21h05.
Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira, 1º de abril, o envio de mais um porta-aviões ao Oriente Médio, intensificando sua presença militar em uma região que vive um dos momentos mais tensos das últimas décadas e é palco de ataques a navios.
A decisão ocorre em meio a uma campanha militar conduzida pelos EUA contra os rebeldes Houthis, no Iêmen, que têm sido alvos de bombardeios quase diários desde o início da escalada dos ataques a navios civis e embarcações militares no Mar Vermelho e no Golfo de Aden.
De acordo com o Pentágono, o porta-aviões Harry S. Truman será acompanhado pelo Carl Vinson, com o objetivo de reforçar a segurança marítima e garantir o fluxo comercial nas águas estratégicas do Mar Vermelho e do Golfo de Aden.
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, afirmou em comunicado oficial que o envio das embarcações visa “continuar a promover a estabilidade regional, deter a agressão e proteger o fluxo de comércio na região”. Além disso, Parnell destacou que o porta-aviões "também acrescentará esquadrões adicionais e outros recursos aéreos que fortalecerão ainda mais as capacidades defensivas".
Em uma entrevista no último sábado, Trump afirmou que "haverá bombardeio" caso o Irã não aceite um acordo para conter seu programa nuclear.
— Se não fizerem um acordo, haverá bombardeio — disse ele, de acordo com a NBC News, que também afirmou que Trump ameaçou punir o Irã com o que chamou de "tarifas secundárias".
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, ameaçou na segunda-feira uma retaliação enérgica caso os Estados Unidos ou seus aliados bombardeiem a República Islâmica, após a ameaça de Trump.
A linguagem de Trump representou um endurecimento de seu comentário anterior, de que, se Teerã se recusasse a negociar um novo acordo nuclear, "coisas muito, muito ruins aconteceriam ao Irã". Não ficou claro se Trump estava ameaçando um bombardeio apenas por aviões dos EUA ou em uma operação coordenada com outro país, possivelmente o arqui-inimigo do Irã, Israel.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, em uma postagem no X, afirmou que "uma ameaça aberta de bombardeio por um chefe de Estado contra o Irã é um choque à própria essência da paz e segurança internacional". Baqaei advertiu sobre "consequências" não especificadas caso os Estados Unidos escolham o caminho da "violência".