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Liga Árabe pede cessação de ataques contra civis na Síria

O secretário-geral Al-Arabi exigiu em comunicado a cessação imediata dos bombardeios e considerou que o país vive a maior crise humanitária do mundo


	O secretário-geral da Liga Árabe, Nabil Al-Arabi: o diplomata árabe também expressou apoio aos esforços do enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura
 (Sabah Arar/AFP)

O secretário-geral da Liga Árabe, Nabil Al-Arabi: o diplomata árabe também expressou apoio aos esforços do enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura (Sabah Arar/AFP)

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Da Redação

Publicado em 18 de agosto de 2015 às 12h32.

Cairo - O secretário-geral da Liga Árabe, Nabil Al-Arabi, repudiou nesta terça-feira o bombardeio "indiscriminado" efetuado pelo exército sírio no domingo contra a cidade de Duma, perto de Damasco, que causou a morte de aproximadamente cem pessoas.

Al-Arabi exigiu em comunicado a "cessação imediata" dos bombardeios dirigidos contra os civis na Síria e considerou que o país vive "a maior crise humanitária do mundo".

O diplomata árabe também expressou apoio aos esforços do enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, para achar uma solução política à crise no país.

O Ministério das Relações Exteriores egípcio mostrou "a grande preocupação do Egito com o aumento das operações militares na Síria nos últimos dias" e lamentou que haja vítimas civis pelo conflito.

Na segunda-feira, De Mistura condenou "categoricamente" o bombardeio do exército sírio em Duma, ao afirmar que "é inaceitável sob qualquer circunstância que um governo atinja mercados civis lotados e mate quase cem de seus próprios cidadaõs".

O regime de Damasco acusou o enviado especial da ONU para a Síria de "falta de neutralidade no exercício de suas funções".

Pelo menos 96 pessoas morreram e 240 ficaram feridas, segundo ativistas sírios, no bombardeio cometido pelo exército em um mercado de Duma, localizada no reduto opositor de Ghouta Oriental.

O Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas elevou a 111 o número de mortos e ressaltou que os ataques premeditados contra civis e o uso indiscriminado de armas em áreas fortemente povoadas constituem crimes de guerra.

O Conselho de Segurança aprovou ontem uma declaração na qual insiste em uma solução política ao conflito, "mediante um processo político inclusivo e dirigido pela Síria".

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