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México anuncia honraria a genro de Trump e causa revolta no Twitter

Diversas vezes Jared Kushner desempenhou uma função diplomática crucial no governo Trump, encontrando-se com líderes do México e de outros países

Governo mexicano anunciou que concederá a maior honraria do país a estrangeiros a Jared Kushner, genro de Donald Trump (Joshua Roberts/Reuters)

Governo mexicano anunciou que concederá a maior honraria do país a estrangeiros a Jared Kushner, genro de Donald Trump (Joshua Roberts/Reuters)

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Reuters

Publicado em 28 de novembro de 2018 às 10h14.

Última atualização em 28 de novembro de 2018 às 10h16.

Cidade do México - O governo mexicano anunciou na terça-feira que concederá a maior honraria do país a estrangeiros a Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, uma decisão que logo foi atacada por críticos nas redes sociais.

Kushner, um assessor destacado da Casa Branca, receberá a Ordem da Águia Azteca por "suas contribuições significativas" a um novo acordo comercial norte-americano acertado em agosto, disse o governo em fim de mandato em um comunicado.

Diversas vezes Kushner desempenhou uma função diplomática crucial no governo Trump, encontrando-se com líderes do México e de outros países e ajudando a firmar um pacto para atualizar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).

A honraria deve ser entregue formalmente pelo presidente Enrique Peña Nieto a Kushner na quinta-feira, nos bastidores da cúpula do G20 em Buenos Aires, noticiou o jornal mexicano Reforma na terça-feira, citando fontes governamentais não identificadas.

A cúpula também deve ser o cenário no qual os líderes de México, EUA e Canadá assinarão o acordo comercial regional reformulado.

A homenagem a Kushner foi um dos assuntos mais comentados no Twitter, onde pareceu ter sido criticado principalmente por mexicanos proeminentes.

"Dar-lhe a Águia Azteca reflete uma atitude suprema de humilhação e covardia", escreveu o historiador mexicano Enrique Krauze, observando que Trump classificou imigrantes mexicanos de assassinos e estupradores em sua campanha presidencial em 2016.

O ator mexicano Gael García Bernal escreveu que a decisão foi "tremendamente vergonhosa".

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