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Netanyahu se diz perto de "grande conquista" e prevê libertação de reféns em breve

Hamas disse na noite de sexta-feira, 3, que está disposto a libertar os reféns israelenses, com a condição de negociar algumas partes do plano de Trump

Guerra: conflito entre Israel e Hamas já dura mais que dois anos (GIL COHEN-MAGEN/AFP/Getty Images)

Guerra: conflito entre Israel e Hamas já dura mais que dois anos (GIL COHEN-MAGEN/AFP/Getty Images)

EFE
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Agência de Notícias

Publicado em 4 de outubro de 2025 às 17h34.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste sábado, 4, que seu governo está prestes a "alcançar uma grande conquista" e expressou confiança de que nos próximos dias poderá ser anunciada a libertação de todos os reféns nas mãos do Hamas.

"Espero, se Deus quiser, que nos próximos dias, durante o feriado de Sucot (festa judaica celebrada entre 7 e 14 de outubro), possa anunciar a vocês o retorno de todos os nossos sequestrados, tanto vivos como mortos", disse em um vídeo divulgado por seu escritório neste sábado.

Trata-se de sua primeira aparição pública desde que o Hamas disse na noite de ontem que está disposto a libertar os reféns israelenses de acordo com o plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para um fim da ofensiva israelense em Gaza, mas com a condição de negociar algumas partes do mesmo.

Segundo Netanyahu, o Hamas "está isolado" e foi forçado a aceitar o plano de Trump pela "enorme pressão militar e política" que Israel aplicou.

O premiê comemorou o fato de que o plano americano, que ainda precisa ser negociado pelo Hamas antes de ser aceito, prevê a libertação de todos os reféns em uma primeira etapa, após a qual as tropas israelenses continuariam "mantendo sob controle todas as áreas que ocupam dentro da Faixa de Gaza", cerca de 80% da região.

Netanyahu defendeu seus dois anos de ofensiva em Gaza, afirmando que, se as tropas tivessem se retirado antes da Faixa, não teriam assumido o controle da cidade de Rafah, no sul, na fronteira com o Egito, nem do Corredor da Filadélfia, que divide a Faixa em duas, o que impediu, segundo ele, a entrada de armas no território.

E confirmou que ordenou que uma equipe de negociação, liderada pelo ministro Ron Dermer, viaje ao Egito para "finalizar os detalhes técnicos" com os mediadores e Hamas sobre o plano americano aceito por Israel.

Sua intenção, disse, é que as negociações se limitem a um período de tempo determinado e afirmou que "o Hamas será desarmado" e desaparecerá.

"Isso acontecerá pela via diplomática, segundo o plano de Trump, ou pela via militar, segundo a nossa iniciativa", acrescentou.

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