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Opositor venezuelano diz que "golpe" não pode ser corrigido

Líder da oposição no país afirmou que vai continuar incentivando os protestos de rua

Julio Borges: "a rua significa sair para defender nossa dignidade" (Carlos Garcia Rawlins/Reuters)

Julio Borges: "a rua significa sair para defender nossa dignidade" (Carlos Garcia Rawlins/Reuters)

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EFE

Publicado em 1 de abril de 2017 às 16h45.

Caracas - O presidente da Assembleia Nacional venezuelana, o opositor Julio Borges, afirmou neste sábado que o "golpe de Estado" dado pela Suprema Corte de Justiça (TSJ) ao suprimir de suas funções o poder legislativo, não pode ser "corrigido" revogando uma sentença, e informou que seguirá impulsionando os protestos de rua.

"A Suprema Corte de Justiça pretende maquiar um morto, mas já deu um golpe de Estado que não pode ser corrigigo. Não adianta corrigir a sentença, tudo isso é uma culminação de um golpe de Estado que vieram dando há anos", disse Borges desde uma praça de Caracas.

Desde uma "sessão especial de rua" da Assembleia (AN, parlamento), o parlamentar ressaltou que neste sábado iniciaram "de novo" as atividades de rua "para conseguir a liberdade definitiva da Venezuela".

"A rua significa sair para defender nossa dignidade", acrescentou.

Por sua vez, o duas vezes candidato à presidência da Venezuela, Henrique Capriles, afirmou que com estas "informações" do máximo tribunal, "o golpe de Estado não está resolvido", e pediu que estas sentenças sejam canceladas.

"A grave situação vivida por nossa Venezuela continua sendo a mesma! Não há o que "esclarecer", é preciso respeitar a Constituição!", expressou o governador opositor através da rede social Twitter.

O TSJ da Venezuela anunciou hoje que não irá assumir as funções do parlamento, depois que o Conselho de Defesa da Nação, um órgão de consulta que reúne os poderes públicos, pediu à Corte que revisasse a sentença que retirava os poderes da Assembleia Nacional e limitava a imunidade dos parlamentares.

O Conselho de Defesa da Nação foi convocado pró o chefe de Estado, Nicolás Maduro, depois que a procuradora-geral, Luisa Ortega, alertou sobre uma "ruptura da ordem constitucional" com essas sentenças.

Por sua vez, Capriles, que está em Washington em uma campanha para denunciar a crise do país, qualificou o Conselho como "outra reunião mais da cúpula do PSUV" (o governante Partido Socialista Unida da Venezuela), e recomendou que era possível fazer "algo útil" era pedir eleições.

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