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Putin elogia a frota russa, capaz de destruir 'qualquer alvo'

Em um contexto de fortes tensões com o Ocidente, Putin elogiou em várias ocasiões nos últimos anos as novas armas de seu país, que ele diz serem "invencíveis"

O presidente russo Vladimir Putin em revista da frota russa em São Petersburgo. (AFP/AFP)

O presidente russo Vladimir Putin em revista da frota russa em São Petersburgo. (AFP/AFP)

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AFP

Publicado em 25 de julho de 2021 às 15h30.

O presidente Vladimir Putin afirmou, neste domingo (25), que a frota russa é capaz de detectar e destruir "qualquer alvo", durante um grande desfile naval em São Petersburgo que ele compareceu. 

"Hoje, a frota russa tem tudo para defender a pátria e nossos interesses nacionais de forma infalível. Somos capazes de detectar qualquer alvo inimigo debaixo d'água, na superfície ou no ar e desferir um golpe letal, se necessário", declarou Putin em um discurso televisionado.

Ele afirmou que a Rússia conquistou seu lugar entre as "principais potências marítimas do mundo" ao desenvolver "uma aviação naval eficaz de curto e longo alcance, sistemas de defesa costeira confiáveis e armas hipersônicas de última geração e alta precisão, que são incomparáveis no mundo e continuam a melhorar constantemente e com sucesso".

O discurso foi pronunciado à margem do desfile anual da frota russa no rio Neva, em São Petersburgo, a segunda maior cidade do país.

Em um contexto de fortes tensões com o Ocidente, Putin elogiou em várias ocasiões nos últimos anos as novas armas de seu país, que ele diz serem "invencíveis".

Entre elas, o míssil hipersônico de nova geração Avangard, capaz de atingir velocidade de Mach 27 e mudar de curso e altitude, que entrará em serviço no exército russo em dezembro de 2019, e o Zircon que voa em Mach 7 e foi testado com sucesso em julho.

Outras armas também estão em desenvolvimento, como o míssil hipersônico Kinjal para a Força Aérea e o míssil Burevestnik com propulsão nuclear.

Os mais recentes sistemas de defesa aérea S-500, descritos como "incomparáveis no mundo", também foram testados com sucesso em 20 de julho.

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