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Que horas Trump vai anunciar as tarifas? Veja detalhes do anúncio

Presidente dos EUA defende tarifas como a solução para reindustrializar o país

Em suas declarações, Trump tem insistido que novas tarifas terão um efeito imediato (Saul Loeb/AFP)

Em suas declarações, Trump tem insistido que novas tarifas terão um efeito imediato (Saul Loeb/AFP)

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Agência de notícias

Publicado em 2 de abril de 2025 às 08h58.

Última atualização em 2 de abril de 2025 às 08h58.

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O presidente americano Donald Trump marcou para esta quarta-feira, 2, o "Dia da Libertação" para os Estados Unidos, com a divulgação de novas tarifas que ele acredita serem essenciais para reindustrializar o país e reequilibrar a balança comercial. O anúncio será feito no Jardim das Rosas da Casa Branca, ao lado de membros de seu gabinete, às 16h locais (17h de Brasília), logo após o fechamento da Bolsa de Nova York.

As tarifas planejadas pelo republicano têm o potencial de gerar tensões comerciais de grandes proporções, afetando economias ao redor do mundo.

Trump, que sempre se mostrou fascinado pelo protecionismo das décadas finais do século XIX e início do século XX nos Estados Unidos, vê as tarifas como uma solução quase mágica para reverter o déficit comercial e fiscal do país. A sua proposta de aumentar as tarifas é apresentada como uma maneira de tornar os Estados Unidos menos dependentes de importações, uma estratégia que remonta aos tempos de uma política econômica mais isolacionista.

Em suas declarações, Trump tem insistido que as novas tarifas terão um efeito imediato, conforme relatado pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt. Ele já avisou que pretende aplicar tarifas "recíprocas", ou seja, o país irá equiparar as tarifas impostas a produtos americanos com aquelas que são impostas às importações.

Entre as medidas que ele pode anunciar, está uma tarifa única de 20% sobre todas as importações, além de um tratamento preferencial para alguns países, embora os detalhes permaneçam em segredo. Trump também planeja adotar uma tarifa adicional de 25% sobre automóveis e autopeças fabricados no exterior, com exceção das peças fabricadas no México ou no Canadá, parceiros comerciais dos EUA no Tratado de Livre Comércio da América do Norte (T-MEC).

A reação global foi imediata, com economias como a União Europeia e o Canadá já ameaçando represálias. O uso de tarifas como uma ferramenta de política externa não é novidade no governo Trump, que implementou medidas semelhantes em seu primeiro mandato. Desde 2017, ele tem aumentado as tarifas sobre uma série de produtos, incluindo aqueles originários da China, México e Canadá, além de aço e alumínio.

Os impactos dessas políticas podem ser profundos. A título de comparação, as importações americanas de 2024 alcançaram 3,3 trilhões de dólares, valor superior ao Produto Interno Bruto (PIB) de economias como a da França. Contudo, os críticos apontam que os consumidores americanos serão os principais afetados, uma vez que os preços aumentariam com o repasse dos custos pelas empresas importadoras. Além disso, o aumento das tarifas pode agravar o risco de uma recessão econômica, tanto nos Estados Unidos quanto em outras economias globais.

A expectativa agora gira em torno das repercussões que essas medidas terão para os mercados financeiros e as relações comerciais internacionais. O nervosismo tem se refletido nas últimas semanas, com o mercado de ações reagindo com volatilidade diante da possibilidade de uma nova guerra comercial em larga escala.

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