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Tarifas de Trump AO VIVO: assista aqui o anúncio das novas taxas

Presidente americano deve aplicar medidas contra países que taxam importações dos EUA e poderá afetar o Brasil

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos (Mandel Ngan/AFP)

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos (Mandel Ngan/AFP)

Rafael Balago
Rafael Balago

Repórter de macroeconomia

Publicado em 2 de abril de 2025 às 16h58.

Última atualização em 2 de abril de 2025 às 18h28.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizará, nesta quarta-feira, 2, um grande anúncio de novas tarifas de importação, que poderá trazer grandes impactos para o comércio exterior com o Brasil e com o resto do mundo.

O anúncio será feito em um grande evento, nos jardins da Casa Branca, marcado para começar às 17h no horário de Brasília.  Assista à transmissão abaixo, em inglês.

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Trump promete aplicar tarifas recíprocas contra países que taxam importações americanas. De forma simples, se um país taxa um produto dos EUA em 20%, também teria suas importações para os americanos taxada em 20%.

No entanto, há várias formas possíveis de aplicar esta reciprocidade. O modelo a ser adotado só deverá ser anunciado no evento desta tarde.

Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, e seu maior comprador de exportações industriais. Em 2024, o país exportou US$ 40 bilhões em produtos aos Estados Unidos. Deste total, cerca de 60% foram itens manufaturados.

Os principais itens exportados pelo Brasil para os EUA no ano passado foram petróleo, produtos semi-acabados de ferro ou aço e aeronaves e suas peças.

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Como o Brasil poderia retaliar as tarifas de Trump?

Entre as possibilidades de retaliação discutidas estão a elevação de tarifas para produtos importados dos Estados Unidos. Além da sobretaxação, também é debatido o bloqueio de dividendos gerados pela exibição de filmes produzidos em Hollywood e exibidos no Brasil — e até a cassação de patentes de medicamentos não controlados.

Também é considerada a possibilidade de quebra de patentes de sementes, defensivos agrícolas, obras literárias e musicais. As informações foram publicadas pelo O Globo e confirmadas pela EXAME.

Todas essas medidas são debatidas entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Ministério da Fazenda, Ministério das Relações Exteriores e pela assessoria especial da Presidência da República.

Uma decisão final será tomada pelo presidente Lula e deve caber ao vice-presidente Geraldo Alckmin comunicar as decisões governistas sobre o tema.

Nesta terça-feira, 1, Alckmin adotou um tom cauteloso e disse que o governo brasileiro esperaria as medidas norte-americanas se concretizarem antes de qualquer reação brasileira.

No Congresso, por sua vez, o plenário do Senado, aprovou nesta terça-feira, 1º de abril, por 70 votos a 0, o projeto de lei que permite ao Brasil responder com sanções comerciais a países que não mantenham uma relação de isonomia econômica.

O texto ganhou força em resposta ao chamado "tarifaço" imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e às possíveis restrições impostas pelo mercado europeu à proteína bovina brasileira e à soja produzida em áreas desmatadas. A proposta segue para a análise da Câmara dos Deputados.

Custo para o Brasil

Um estudo do banco BTG Pactual (do mesmo grupo de controle da EXAME) mostrou que as medidas de Trump podem ter um impacto negativo anual para o Brasil entre US$ 3 bilhões e US$ 10 bilhões na balança comercial com os Estados Unidos após a aplicação das tarifas recíprocas.

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