A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, diz que bloco está aberto a negociar com EUA (Frederik Florin/AFP)
Agência de notícias
Publicado em 3 de abril de 2025 às 06h44.
Última atualização em 3 de abril de 2025 às 06h47.
A União Europeia alertou nesta quinta-feira, 3, que as tarifas generalizadas anunciadas por Donald Trump representam um "duro golpe na economia mundial", mas afirmou que "ainda não é tarde demais" para negociações.
"As tarifas universais anunciadas pelo presidente [Donald] Trump são um duro golpe na economia mundial. Lamento profundamente essa decisão", declarou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
"A economia global sofrerá enormemente. A incerteza aumentará e impulsionará um crescimento do protecionismo. As consequências serão graves para milhões de pessoas em todo o mundo", advertiu a chefe do braço executivo da UE. O bloco europeu, garantiu a alta funcionária alemã, está "preparado para responder".
"Estamos nos preparando para mais contramedidas, a fim de proteger nossos interesses e nossos negócios, caso as negociações fracassem", afirmou.
A UE, segundo Von der Leyen, não pode absorver o excesso global de produção "nem aceitaremos o 'dumping' em nosso mercado".
De acordo com ela, "não há um caminho claro através da complexidade e do caos que está sendo criado, já que todos os parceiros comerciais dos Estados Unidos estão sendo afetados".
No entanto, acrescentou, "há um caminho alternativo. Ainda não é tarde para tratar de nossas preocupações por meio de negociações".
"Vamos passar da confrontação para a negociação", apelou.
Em uma mensagem aos cidadãos europeus, Von der Leyen lamentou que "muitos de vocês se sintam decepcionados com nosso aliado mais antigo".
O mercado único europeu, acrescentou, é nosso "porto seguro em tempos tumultuados. E a Europa estará ao lado daqueles diretamente afetados".
Enquanto isso, o presidente da Comissão de Comércio do Parlamento Europeu, Bernd Lange, classificou as medidas anunciadas por Trump como "injustificadas, ilegais e desproporcionais".