Agência de Notícias
Publicado em 29 de março de 2025 às 12h46.
A junta militar de Mianmar informou neste sábado que mais de 2.600 edifícios foram destruídos pelo terremoto de magnitude 7,7 na escala Richter que atingiu o centro-norte de Mianmar na sexta-feira e matou mais de 1.000 pessoas.
"Mais de 2.600 edifícios, incluindo casas, igrejas, escolas e pagodes, desabaram", disse um breve comunicado emitido pela junta militar birmanesa por meio do serviço nacional de rádio e televisão (MRTV).
O regime militar, que detém o poder no país desde o golpe de 2021, informou horas antes que o terremoto do dia anterior deixou um total de 1.002 mortos, 2.376 feridos e 30 desaparecidos, de acordo com as contagens iniciais após visitas a algumas áreas devastadas.
O tremor foi registrado na sexta-feira às 12h50 locais (3h20 em Brasília), a uma profundidade de 10 quilômetros e com o epicentro a cerca de 17 quilômetros de Mandalay (a segunda maior cidade de Mianmar), de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
O governo militar declarou estado de emergência em seis áreas: Sagaing, Mandalay, Magway, Shan, Naypyidaw e Bago.
Mianmar atravessa uma espiral de crise econômica e conflito desde o levante, com combates em grande parte do país entre militares e civis e guerrilheiros pró-democracia, piorando o acesso e a distribuição de ajuda humanitária.
Na sexta-feira, a junta militar fez um apelo incomum por ajuda internacional após declarar estado de emergência no país.
O relator da ONU para Mianmar, Tom Andrews, alertou que a junta está usando a ajuda militar como uma "arma" e pediu à comunidade internacional que a canalize por meio da oposição democrática, liderada pelo autodenominado Governo de Unidade Nacional, e por grupos étnicos que se opõem aos militares.
O forte terremoto também foi sentido na China, na Índia e na Tailândia, onde uma torre de três edifícios em construção desabou na capital, Bangcoc, deixando dezenas de pessoas sob os escombros. EFE