Agência de Notícias
Publicado em 26 de fevereiro de 2025 às 08h07.
Última atualização em 26 de fevereiro de 2025 às 08h12.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou um vídeo em sua rede social Truth Social e em seu perfil do Instagram mostrando o que seria uma futura Faixa de Gaza reconstruída e convertida em um popular destino turístico no Mediterrâneo.
O vídeo, gerado por inteligência artificial e com duração de cerca de 30 segundos, mostra a situação atual em Gaza, completamente destruída e com adultos e crianças vagando entre os escombros em suas ruas bombardeadas.
O vídeo então mostra como seria o futuro da Faixa, com imagens do que parece ser um típico balneário marítimo repleto de arranha-céus, hotéis e feiras de rua voltadas para turistas.
O inusitado vídeo mostra ainda imagens de Elon Musk, atual conselheiro de Trump, apreciando a comida local na praia da cidade e jogando notas para o alto, enquanto várias bailarinas, com barba, fazem uma dança do ventre.
Além disso, inclui imagens geradas por IA do próprio Trump, primeiro em uma boate e depois em uma espreguiçadeira na beira da piscina do que parece ser um hotel, ao lado do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. Ambos estão de traje de banho.
As imagens também mostram um edifício convertido em um hotel Trump e uma estátua dourada gigante do próprio presidente dos EUA em uma das novas ruas da cidade.
Uma curta faixa de música eletrônica acompanha as imagens com letras que preveem a mudança pelas quais poderia passar o território devastado, desde os túneis e o horror que está vivenciando agora, até o brilho do sol que o transformaria no que chamam de "Trump Gaza Number 1".
Essas imagens foram tornadas públicas semanas depois de o presidente dos EUA ter anunciado surpreendentemente, durante uma reunião com Netanyahu em Washington, que assumiria o controle de Gaza e expulsaria os mais de dois milhões de habitantes da Faixa para o Egito e a Jordânia.
Trump disse na época que pretendia transformar o enclave em uma espécie de "Riviera do Oriente Médio", embora não tenha dado detalhes de como planejava executar esses planos.