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Trump enaltece ataques aos houthis do Iêmen e avisa que o pior 'está por vir'

Em sua conta na rede social Truth, o presidente norte-americano disse que o movimento aliado do Irã sofreu pesadas baixas entre líderes e combatentes nas últimas duas semanas

Donald Trump: presidente dos Estados Unidos e (Alex Wong/Getty Images/AFP)

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EFE
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Agência de Notícias

Publicado em 31 de março de 2025 às 20h19.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gabou-se nesta segunda-feira por ter "dizimado" o movimento dos houthis do Iêmen, que controla a maior parte do país, mas advertiu que "a verdadeira dor ainda está por vir" se eles não pararem de atacar os navios americanos no mar Vermelho.

Em sua conta na rede social Truth, Trump disse que o movimento aliado do Irã sofreu pesadas baixas entre líderes e combatentes nas últimas duas semanas.

"Nós os atacamos dia e noite, cada vez com mais força", ataques que estão "destruindo sua capacidade de ameaçar a navegação na região".

Mas Trump pediu que os houthis parem de atacar os navios.

"Caso contrário, estaremos apenas começando, e a verdadeira dor ainda está por vir, tanto para os houthis quanto para seus patrocinadores no Irã", acrescentou.

Ameaças ao Irã são comuns por parte de Trump - centradas principalmente na recusa em assinar um acordo nuclear. Nesta segunda-feira, o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, declarou que, se seu país for atacado, seus rivais "receberão um golpe recíproco e forte".

No entanto, a mais alta autoridade política e religiosa do Irã disse que não vê probabilidade de um ataque externo ao país e também advertiu contra a criação de protestos dentro do território nacional.

"Se eles tentarem criar sedição dentro do país, a própria nação lhes dará uma resposta", opinou.

Os houthis anunciaram em novembro de 2023 que atacariam navios que comercializavam com Israel em retaliação à guerra na Faixa de Gaza e em solidariedade aos palestinos, o que resultou em cerca de cem ataques, a maioria sem consequências para os navios ou suas tripulações, mas causaram uma redução significativa no tráfego marítimo pelo canal de Suez, forçando muitas embarcações a contornar a África para evitar ataques.

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