Mundo

Venezuela diz que EUA prejudicam a si mesmos ao acabar com licenças para exportação de petróleo

Donald Trump revogou na última quarta-feira decisão de Joe Biden que beneficiava a petroleira Chevron

EFE
EFE

Agência de Notícias

Publicado em 27 de fevereiro de 2025 às 07h25.

Última atualização em 27 de fevereiro de 2025 às 07h25.

Tudo sobreChevron
Saiba mais

A Venezuela afirmou nesta quarta-feira que a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de acabar com as licenças para a exportação de petróleo do país sul-americano - concedidas por seu antecessor, Joe Biden, e que beneficiaram a petroleira Chevron - "está, na verdade, infligindo danos aos Estados Unidos, sua população e suas empresas".

Por meio do Telegram, a "número dois" da gestão chavista e chefe da pasta de Hidrocarbonetos, Delcy Rodríguez, descreveu a medida como "prejudicial e inexplicável", que, além disso, de acordo com a autoridade, "questiona a segurança jurídica dos EUA em seu regime de investimento internacional".

Essas licenças deixarão de vigorar a partir de 1º de março, segundo Trump, que criticou o "regime" de Nicolás Maduro por não ter acelerado a deportação de "criminosos violentos" que, segundo ele, Caracas enviou aos EUA e que deveriam ter sido repatriados "em ritmo acelerado".

Falando em nome do governo de Maduro, que foi empossado como presidente em janeiro pela Assembleia Nacional chavista para um terceiro mandato após sua reeleição em julho de 2024, Rodríguez "rejeitou categoricamente esse tipo de ação", a qual disse ter sido "publicamente solicitada pela oposição extremista e fracassada do país".

Além disso, de acordo com a ministra, as sanções impulsionaram a migração entre 2017 e 2021, com "as consequências amplamente conhecidas".

"A Venezuela continuará em seu caminho de recuperação econômica integral, garantindo-a com o esforço criativo de todos e em absoluta adesão à sua soberania e independência nacional", acrescentou Rodríguez.

Trump explicou que sua decisão reverte "as concessões que o corrupto Joe Biden fez ao venezuelano Nicolás Maduro no acordo de transações petrolíferas de 26 de novembro de 2022, bem como aquelas relacionadas às condições eleitorais na Venezuela, que o regime de Maduro não cumpriu".

O então governo Biden havia autorizado as exportações na esperança de obter garantias para as eleições realizadas na Venezuela em julho do ano passado, nas quais Maduro foi proclamado vencedor pelo órgão eleitoral - controlado por reitores chavistas -, um anúncio rejeitado pela oposição majoritária e por vários países, como os EUA, que consideram vencedor o oposicionista Edmundo González Urrutia.

De acordo com os termos da licença atual, a Chevron foi autorizada a operar na Venezuela até o final de julho, de modo que a decisão de Trump antecipa a interrupção da atividade em vários meses.

A saída da Chevron é um revés econômico para a Venezuela, já que a empresa americana havia contribuído para a reativação da produção de petróleo no país sul-americano, que em janeiro deste ano ultrapassou a marca de um milhão de barris por dia pela primeira vez desde junho de 2019.

Acompanhe tudo sobre:VenezuelaEstados Unidos (EUA)PetróleoChevronDonald TrumpNicolás Maduro

Mais de Mundo

Titânio, lítio e terras raras: entenda acordo preliminar de exploração mineral entre Ucrânia e EUA

Bezos anuncia restrições em editoriais do jornal The Washington Post

Papa Francisco 'dormiu bem', anuncia Vaticano após 14 dias de hospitalização

Trump anuncia fim das concessões dadas por Biden ao petróleo na Venezuela