Negócios

Abalada pela Lava Jato, Odebrecht foca em projetos seguros

Focada em projetos que já existem, a empresa espera um crescimento médio de 20% ao ano até 2017


	Focada em projetos que já existem, a Odebrecht espera um crescimento médio de 20% ao ano até 2017
 (Paulo Fridman/Bloomberg)

Focada em projetos que já existem, a Odebrecht espera um crescimento médio de 20% ao ano até 2017 (Paulo Fridman/Bloomberg)

Karin Salomão

Karin Salomão

Publicado em 16 de julho de 2015 às 17h58.

São Paulo - Depois que o presidente da Odebrecht foi preso na Operação Lava Jato, a companhia está dialogando com os investidores e se concentrando em negócios mais seguros, para manter a liquidez e confiança do mercado.

Para atravessar o período turbulento, a companhia está concentrada na implementação de investimentos já contratados e projetos prontos.

Além disso, para tentar lidar com as incertezas do mercado, “os principais executivos de cada um dos negócios da Odebrecht têm mantido diálogo constante com credores e investidores”, afirmou a Odebrecht em nota enviada a EXAME.com.

Recentemente, ela postergou alguns investimentos e revisou o orçamento de 2015, diminuindo de 11 bilhões de reais para 9 bilhões de reais.

O novo modelo, de trabalhar apenas nos projetos que já existem, deverá gerar um crescimento médio de 20% ao ano até 2017, segundo projeções da companhia.

Conforme balanço da Organização Odebrecht divulgado em maio de 2015, o Ebitda de 2014 foi de 15 bilhões de reais e a dívida líquida de 64 bilhões de reais.

Segundo a empresa, nos últimos cinco anos a receita bruta do Grupo Odebrecht passou de 54 bilhões de reais em 2010, para 108 bilhões de reais no final de 2014. O Ebitda passou de 6,4 bilhões de reais para 15 bilhões de reais no período. 

Acompanhe tudo sobre:EmpresasEmpresas brasileirasInvestimentos de empresasNovonor (ex-Odebrecht)Marcelo Odebrecht

Mais de Negócios

Venda da fatia da revista The Economist mobiliza ultrarricos

Como esta empresa de refeições corporativas dobrou receitas em 12 meses

Como uma marca de chocolate saiu do anonimato e passou a valer US$ 230 milhões

Começou sem capital e manteve a equipe intacta — hoje lidera uma gigante de US$ 17 bi