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Abrasel pede queda da taxa de administração de cartões

O setor quer que qualquer máquina, seja ela Cielo ou Redecard ou qualquer outra, aceite qualquer cartão


	Uso de cartão para pagamento: "O impacto seria superior à desoneração da folha de pagamento", afirmou Solmucci
 (Getty Images)

Uso de cartão para pagamento: "O impacto seria superior à desoneração da folha de pagamento", afirmou Solmucci (Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 27 de setembro de 2012 às 21h30.

Brasília - O ministro do Turismo, Gastão Vieira, e o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, entregaram à ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, documento pedindo a redução das taxas de administração cobradas pelos cartões de crédito aos estabelecimentos. Segundo eles, estas chegam a 4% no caso dos cartões de crédito e débito e a 6% no caso de vale-refeição, consideradas "abusivas", já que, em outros países do mundo, como os Estados Unidos, são da ordem de 1%.

De acordo com o presidente da Abrasel, a ministra Gleisi Hoffmann repetiu, "por pelo menos três vezes", que "este assunto já havia sido levado pela ministra à presidente Dilma e que a presidente determinou ação do Ministério da Fazenda e do Banco Central nesta direção". Paulo Solmucci acrescentou que Gleisi disse que a presidente Dilma já "está entrando fundo nesta questão" de redução da cobrança das taxas de administração dos cartões de crédito.

O setor quer que qualquer máquina, seja ela Cielo ou Redecard ou qualquer outra, aceite qualquer cartão. "O impacto seria superior à desoneração da folha de pagamento", afirmou Solmucci, acentuando que no documento foi informado ainda que a margem de lucro da Cielo foi de 65% e a da Redecard, de mais de 40%. "Lucros extorsivos, muito acima do que ocorre no resto do mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, estas marcas têm lucros de um quinto destes valores", prosseguiu ele, questionando a razão pela qual o vale-refeição cobra o dobro de taxa de administração que os demais cartões de crédito. "Isso é extorsão e prejudica principalmente os pequenos estabelecimentos", desabafou.

Paulo Solmucci disse que o setor "não quer intervenção", mas quer que o governo use o Banco do Brasil para baixar estas taxas de administração, a exemplo do que fez com juros do cheque especial e cartão de crédito. "É só o Banco do Brasil estimular a Cielo a receber qualquer cartão", recomendou ele, lembrando que sugeriu isso à ministra Gleisi. "Queremos que seja determinado que qualquer cartão possa ser recebido por qualquer maquininha, como acontece em todos os países do mundo", declarou o presidente da Abrasel, em entrevista, no Palácio do Planalto, após se reunir com a ministra Gleisi. "Em qualquer país do mundo qualquer maquininha recebe qualquer bandeira", afirmou.

O ministro do Turismo, Gastão Vieira, disse que foi o intermediário da reivindicação do setor, que considera "justa" porque "precisa desonerar este setor, que ainda é muito fechado e precisa ser mais competitivo". Segundo o ministro, "o governo está comprometido que se estimule mais a competição". O ministro acrescentou que o Brasil quer conquistar o turista brasileiro que está indo para o exterior e a desoneração ajudaria nisso.

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