Após a disputa judicial, foi determinado em 2009 que ele passasse a ter uma parte das ações do Facebook, hoje em torno 2%. (GettyImages)
Repórter
Publicado em 30 de agosto de 2025 às 09h13.
Eduardo Saverin, mais uma vez, é o homem mais rico do Brasil, segundo apontou a Forbes. A publicação indicou que um dos fundadores do Facebook tem uma fortuna avaliada em US$ 40,5 bilhões (R$ 227 bilhões), um recorde para brasileiros. Seu patrimônio cresceu 45,5% em um ano.
A valorização das ações da Meta, que cresceram de maneira significativa após o IPO, é um dos principais fatores que contribuíram para o crescimento do patrimônio de Saverin. Só neste ano os papéis subiram 23,4%. Mas por que o brasileiro mais rico de todos os tempos saiu da maior rede social do mundo?
Saverin se formou em economia em Harvard, onde conheceu Mark Zuckerberg e ajudou a criar o Facebook em 2004. Segundo reportagem da Rolling Stone, cada um entrou com US$ 1.000 para criar o negócio nessa fase embrionária. Depois, Chris Hughes, Dustin Moskovitz e Andrew McCollum chegaram para a empreitada. Já o Business Insider aponta que, em 2003, Zuckerberg teria pedido US$ 15 mil para Saverin para iniciar o projeto.
Durante esse período, o brasileiro foi o responsável por administrar os negócios da companhia enquanto Mark Zuckerberg liderou o desenvolvimento da plataforma, que foi atraindo usuários e investidores rapidamente.
Com o crescimento acelerado, Zuckerberg queria mudanças no Facebook, segundo reportagem de 2012 do Business Insider. Uma delas era transferir o registro da empresa para o estado de Delaware, com leis mais amigáveis para o negócio. O americano teria se incomodado com o distanciamento de Saverin.
Com a relação ruim, Zuckerberg criou em julho de 2004 uma empresa em Delaware para comprar o Facebook, o que contrariou Saverin. O brasileiro, que tinha 30% das ações da empresa nesse estágio inicial, acabou sendo processado pela própria companhia, que considerou inválido um documento de outubro de 2004 em que indicava que ele receberia mais ações.
O brasileiro, por sua vez, acionou a empresa com base na regra do dever fiduciário.
Após a disputa judicial, foi determinado em 2009 que ele passasse a ter uma parte das ações do Facebook, hoje em torno 2%. Essa fatia passou a valer muito depois do IPO da empresa, em 2012. Hoje, está avaliada em US$ 37 milhões, algo em torno de R$ 200 milhões.
Em 2009, o brasileiro decidiu mudar-se para Singapura. Lá, tornou-se um investidor ativo local. Em 2012, pouco antes do IPO da Meta, ele tomou a decisão de renunciar à cidadania americana, o que gerou especulações sobre uma possível estratégia para reduzir os impostos pagos sobre os ganhos da oferta pública de ações da big tech.
Em 2015, ele cofundou a B Capital Group, uma empresa de capital de risco que foca em startups nos setores de tecnologia, saúde e tecnologia climática.
Hoje, a empresa tem 8 unidades, mais de 100 funcionários e mais de US$ 7 bilhões em ativos sob gestão.