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Não vou dar moleza, diz presidente da Caixa sobre recuperação da Odebrecht

Advogados da empreiteira admitiram que assembleia de credores não deve chegar a um acordo

Odrebrecht: recuperação judicial da empresa pode não ser aprovada (Carlos Jasso/Reuters)

Odrebrecht: recuperação judicial da empresa pode não ser aprovada (Carlos Jasso/Reuters)

AO

Agência O Globo

Publicado em 29 de janeiro de 2020 às 12h31.

São Paulo — O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, disse nesta quarta-feira (29) que o banco não deve aprovar o plano de recuperação judicial da Odebrecht nas atuais condições. Ontem, os advogados do conglomerado sinalizaram que a assembleia de credores, marcada para esta quarta-feira, não deve chegar a um acordo. Por isso, a uma nova audiência deve ser marcada em março.

"A Caixa foi o único banco que não pegou ação da Braskem (de garantia). Tem que perguntar isso aos ex (presidentes do banco). Você quer que eu aceite receber zero? Não vou fazer isso. Se já tenho 100% provisionado por que vou dar moleza? Vai perguntar para mim porque não dou um waiver (permissão) para não pagar nada. Nunca daremos um waiver para receber zero. Se eu tomo a casa do pobre (em garantia pela falta de pagamento de d/viuda) eu exerço a garantia do rico", disse Guimarães, a jornalistas, após dar palestra num evento a investidores promovido pelo banco Credit Suisse, em São Paulo.

Durante a palestra, Guimarães citou, entre outras coisas, o plano do banco em fortalecer a política de concessão de microcrédito a pessoas físicas de baixa renda. Segundo Guimarães, que estava na Índia, para acompanhar a visita do presidente Jair Bolsonaro, ainda neste ano outros executivos do banco estatal irão para países como Bangladesh e Quênia para conhecer modelos de concessão de empréstimo a juro baixo nesses países.

 

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