Emicida vs Fióti: Irmãos enfrentam briga na justiça (Fernando Schlaepfer/Divulgação)
Estagiária de jornalismo
Publicado em 2 de abril de 2025 às 15h02.
Última atualização em 2 de abril de 2025 às 15h03.
A parceria entre Emicida e Fióti, excede as relações profissionais, pelo fato dos dois serem irmãos. Dentro da música, a união durou mais de 16 anos e teve uma ruptura que se tornou uma briga judicial.
A separação das carreiras foi anunciada no fim do mês de março nas redes sociais, mas o que começou com um rompimento de vínculo profissional, rapidamente se tornou uma batalha judicial com troca de acusações, entre elas: um desvio de R$ 6 milhões da gravadora Laboratório Fantasma, fundada pelo rapper em 2009.
Tudo começou em novembro de 2024, quando Emicida propôs o fim da parceria com o irmão na sociedade da Laboratório Fantasma. Embora o acordo entre as partes tenha sido firmado em dezembro, Fióti alega que os termos não foram cumpridos pelo irmão. Em março deste ano, Emicida revogou a procuração que dava a Fióti acesso às contas da empresa, atitude que levou Fióti a processá-lo.
Entre as acusações feitas por Emicida, está o desvio de R$ 6 milhões da gravadora ao longo dos anos, enquanto Fióti contesta a gestão da empresa e alega ter sido afastado indevidamente. Em sua defesa, o cantor argumenta que as transferências financeiras eram feitas de forma legítima e parte de uma distribuição igualitária de lucros entre os sócios.
Fióti tem o direito de contestar a gestão da empresa e reivindicar sua participação nos lucros. Ele pede uma revisão dos contratos internos e questiona movimentações financeiras realizadas sem seu consentimento. Além disso, Fióti busca impedir que Emicida tome decisões individuais sobre a Laboratório Fantasma, empresa que ainda pertence aos dois irmãos, embora com uma distribuição alterada para 90% para Emicida e 10% para Fióti.
A disputa judicial continua em andamento, e a Justiça ainda não decidiu sobre o caso. Se a sociedade for dissolvida, a divisão de bens e lucros poderá ser reavaliada, impactando o futuro da empresa. O processo também pode estabelecer precedentes sobre governança de empresas familiares no setor musical.
De acordo com informações publicadas por Monica Bergamo na Folha de São Paulo, a justiça de São Paulo negou o pedido de tutela de urgência apresentado por Fióti para voltar a ter acesso às contas da empresa.