Cerca de 90% dos iPhones são produzidos na China (Shubhashish5/Getty Images)
Redator
Publicado em 23 de maio de 2025 às 11h06.
Nesta sexta-feira, 23, a Apple aumentou o valor do programa de troca de iPhones na China, com o objetivo de impulsionar as vendas em um mercado considerado estratégico. A empresa enfrenta queda nas vendas no país, com uma retração de 8% no primeiro trimestre e perda de participação de mercado de 15% para 13%, segundo a Canalys.
O modelo 15 Pro Max, por exemplo, teve seu valor para troca reajustado de 5.625 yuans para 5.700 yuans, um acréscimo de apenas US$ 10 dólares, oferecendo, agora, pouco mais de US$ 791 dólares por ele.
Apesar de baixo, o reajuste é um movimento para competir no cada vez mais concorrido mercado da segunda maior economia do mundo. Além de na China, a Apple teve queda nas vendas em regiões próximas, como Taiwan e Hong Kong.
Além da concorrência local, a Apple enfrenta desafios relacionados à cadeia de suprimentos e a possibilidade de tarifas sobre chips e eletrônicos. Atualmente, cerca de 90% dos iPhones são produzidos na China pela parceira Foxconn, mas há esforços para aumentar a produção na Índia.
O governo dos EUA resiste e, em meio à guerra comercial que ameaça o superávit de US$ 600 bilhões em serviços digitais, tenta forçar à empresa a produzir mais no próprio país. Nesta sexta-feira, 23, o presidente Donald Trump afirmou que a Apple terá que pagar uma tarifa de 25% sobre os iPhones produzidos no exterior, o que provocou uma imediata queda nas ações da empresa.
Na China, a Apple enfrenta concorrência acirrada de Xiaomi e Huawei, que recuperou participação localmente no último ano e meio. Enquanto isso, a primeira detém a maior fatia do mercado e investe pesado no desenvolvimento de chips próprios.
Recentemente, a empresa lançou o smartphone Xiaomi 15S Pro, com chip fabricado internamente, algo que poucas empresas do mundo conseguem fazer. A empresa planeja investir cerca de US$ 7 bilhões em chips nos próximos dez anos para rivalizar com Apple e Huawei.