Tecnologia

Governo ainda não se pronunciou sobre Telefônica, diz Dilma

Dilma esclareceu em Nova York que o governo ainda não se pronunciou oficialmente sobre a negociação da Telefônica e TIM

tim (Reprodução)

tim (Reprodução)

DR

Da Redação

Publicado em 26 de setembro de 2013 às 08h45.

Brasília - A presidente Dilma esclareceu nesta quarta-feira (25) em Nova York que o governo ainda não se pronunciou oficialmente sobre a negociação na qual a multinacional espanhola Telefônica aumentou sua participação no capital da Telecom Italia (TIM).

"Não me manifesto sobre este assunto e o governo ainda não se manifestou. Houve uma opinião do ministro (das Comunicações), Paulo Bernardo, mas não se trata de opinião oficial do governo", declarou a jornalistas antes de retornar ao Brasil após participar da Assembleia Geral da ONU.

O ministro Paulo Bernardo afirmou na terça-feira que a Telefônica não poderá ter no país o controle das operadoras de telefonia celular Vivo (sua marca no Brasil) e da TIM, depois que o conglomerado assumir o controle da empresa italiana de telecomunicações.

A legislação brasileira impede a concentração de monopólios no setor de telecomunicações e, segundo o ministro, a Telefônica teria que vender uma das duas operadoras a um comprador diferente das outras empresas que atuam na telefonia celular do país.

No mercado brasileiro operam, além de Vivo e TIM, Claro - do grupo mexicano América Móvil, Nextel e Oi, que tem participação em seu capital da Portugal Telecom.

Segundo um comunicado enviado pela Telefônica ontem ao mercado espanhol, a companhia elevará sua participação na sociedade Telco para 66%, o que a transformará na principal acionista de Telecom Italia, com 22,4% do capital com direito a voto.

No Brasil, a operação está submetida a autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão antitruste vinculado ao Ministério da Justiça.

"Anatel já falou isso, mas agora é o Cade o que tem que se manifestar ", afirmou Dilma, que ontem se reuniu em em Nova York com o presidente da Telefónica, César Alierta.

O encontro, segundo a própria Dilma, estava agendado para o acontecer no Brasil, mas se antecipou e eles falaram "sobre as várias investimentos que Telefônica eventualmente está fazendo no país".

Quando a Telefônica se tornou sócia da Telco e passou a ter uma participação na TIM teve que se comprometer a não participar da gestão da empresa no Brasil como condição para que os órgãos reguladores do país aprovassem a transação.

Acompanhe tudo sobre:3GAmérica LatinaDados de BrasilEmpresasEmpresas abertasEmpresas espanholasEmpresas italianasINFOOperadoras de celularServiçosTelecomunicaçõesTelefônicaTIMVivo

Mais de Tecnologia

Adobe lança aplicativo do Photoshop para iPhone

Google quer trocar verificação de segurança de SMS para QR Code

Microsoft corta contratos de data center e levanta dúvidas sobre demanda por IA

Lançamento do iPhone 16e marca saída da Apple do mercado de celulares de entrada