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ALERTA: Por que seu chocolate favorito quadruplicou de preço (e vai piorar)

Da Redação

25 de agosto de 2025 às 12:55

O mercado global de chocolate enfrenta mais uma rodada de aumentos, reflexo da disparada no preço do cacau nos últimos anos. As cotações seguem em patamar historicamente elevado e só devem apresentar algum alívio para a indústria e o consumidor a partir da Páscoa de 2026.

O cacau atingiu níveis recordes desde 2023, impulsionado por condições climáticas adversas, surtos de doenças e restrição de oferta na África Ocidental, região responsável por cerca de três quartos da produção global.

LoulouVonGlup/Getty Images

No fim de 2024, os preços chegaram a picos históricos; hoje, os contratos futuros giram em torno de US$ 8 mil a US$ 9 mil por tonelada, ainda muito acima dos US$ 2,3 mil de três anos atrás.

Dados da Worldpanel by Numerator mostram que, no primeiro trimestre de 2025, o consumo domiciliar de chocolate caiu 19% em volume, mas apenas 10% em unidades — sinal de que os brasileiros estão optando por porções menores.

O consumo de produtos de até 60 gramas cresceu 2%, enquanto o de tamanhos maiores recuou 4,8%.

Apesar dos desafios, a penetração do chocolate nos lares brasileiros aumentou nos últimos anos: de 85,5% em 2020 para 92,9% em 2024, segundo a Abicab. Cada brasileiro consome, em média, 3,9 kg de chocolate por ano — o maior índice dos últimos cinco anos.