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Como o Pix parcelado pode aumentar potencial de faturamento das empresas 

Segundo especialista, modalidade abre portas do crédito para 60 milhões de brasileiros

Conjunto de regras do Pix parcelado deve ser divulgado em setembro pelo Banco Central (Marcio Binow Da Silva/Getty Images)

Conjunto de regras do Pix parcelado deve ser divulgado em setembro pelo Banco Central (Marcio Binow Da Silva/Getty Images)

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Publicado em 28 de agosto de 2025 às 18h54.

O Pix caiu no gosto do brasileiro. Segundo dados do Banco Central, até julho havia mais de 175 milhões de chaves cadastradas, entre pessoas físicas e jurídicas em todo o País, atraídos pela praticidade da transferência instantânea de valores. E com a proximidade do lançamento da modalidade parcelada, prevista para o mês de setembro, a tendência é que a ferramenta permita a inclusão de 60 milhões de pessoas, que não possuem cartão, no mercado de crédito.

“É mais um instrumento para aumentar o consumo”, apontou o vice-presidente de Vendas da Adyen Brasil, Renato Migliacci. A multinacional holandesa é a principal provedora de tecnologia de pagamentos para grandes empresas no País e trabalha de forma próxima ao Banco Central nos testes de diversas modalidades do Pix.

“É mais uma oferta para o público consumidor fazer compras com tíquete maior. E para os comerciantes é uma base nova, com uma capacidade de geração de receitas que hoje não existe”, resumiu.

Competição com cartão?

Na visão de Migliacci, Pix e cartão de crédito têm públicos muito segmentados. O cartão de crédito se baseia muito na relação dos clientes com a instituição financeira, com limites atrelados ao relacionamento construído entre as partes. No caso do Pix, existe uma flexibilidade para habilitar o crédito para uma transação.

“Olhando a perspectiva de públicos diferentes, existe um incremento da oferta. O Pix não vai combater o cartão de crédito”, avaliou.

A advogada Mariana Kurik Kovacs, do Mazzucco&Mello Advogados, recomenda cautela e atenção quanto às condições contratuais, para que os consumidores possam evitar surpresas indesejadas e não comprometer tanto o orçamento com o pagamento das parcelas. 

“A diferença é que, no cartão, já existe um teto regulatório implementado e vigente para os juros do rotativo, enquanto no Pix Parcelado ainda não há limitação definida pelo Banco Central, de forma que cada instituição estabelece suas próprias condições. Por isso, é fundamental que o consumidor verifique a taxa de juros antes de contratar tanto o Pix parcelado quanto o cartão de crédito, garantindo que a escolha não comprometa seu orçamento”, apontou.

“No campo da fidelização, estudos mostram que o Pix parcelado vem crescendo e já desafia a hegemonia dos cartões, mas ainda carece de diferenciais. Cartões oferecem há anos programas estruturados de pontos, milhas, cashback e benefícios adicionais, que transformam os gastos em vantagens de valor. O Pix parcelado, por enquanto, é voltado apenas para a conveniência do crédito imediato”, concluiu.

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