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JPMorgan: bitcoin está barato e 'subvalorizado' em relação ao ouro

Em relatório, banco afirma que a criptomoeda tem potencial para bater novo recorde em 2025 e chegar a US$ 126 mil

JPMorgan: banco vê bitcoin com espaço para novas altas (Mike Kemp/Getty Images)

JPMorgan: banco vê bitcoin com espaço para novas altas (Mike Kemp/Getty Images)

João Pedro Malar
João Pedro Malar

Editor do Future of Money

Publicado em 29 de agosto de 2025 às 10h33.

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O JPMorgan divulgou um relatório na última quinta-feira, 28, em que afirma que o preço do bitcoin está "muito baixo" na comparação com o ouro. O banco avalia que a volatilidade da criptomoeda teve uma queda recorde, o que abre margem para comparações com o preço do ativo de reserva de valor mais tradicional do mercado.

Os analistas do banco ressaltam que a volatilidade da criptomoeda caiu de cerca de 60% para 30% desde o início do ano. Levando esse novo nível de volatilidade em conta, a avaliação do JPMorgan é que o ativo deveria estar cotado a cerca de US$ 126 mil, contra os US$ 113 mil atuais.

A visão do banco é que o bitcoin deve atingir esse novo patamar de preço até o final de 2025. Na prática, o preço representaria um novo recorde para a criptomoeda. Para o JPMorgan, há uma combinação de fatores no mercado atualmente que deve impulsionar o ativo.

Razões para a alta do bitcoin

Um dos principais destaques é o crescimento acelerado de compras da criptomoeda por empresas interessadas em usá-la como ativo de reserva. Os ativos adquiridos ficam parados, sem movimentação no mercado, o que acaba ajudando na redução da volatilidade do preço.

Além disso, a inclusão de ações dessas empresas em índices de bolsas de valores acaba criando uma exposição indireta ao bitcoin e fluxos consequentes de investimento que beneficiam a criptomoeda. E o JPMorgan acredita que as compras do ativo vão acelerar ainda mais.

Na prática, a adoção corporativa e institucional do ativo e a redução da volatilidade de preço reforçam o caso de investimento na criptomoeda, segundo o JPMorgan. Ao mesmo tempo, a redução de volatilidade fortalece o potencial do bitcoin ser um substituto para o ouro.

A razão de volatilidade entre os dois ativos caiu para 2 pontos, o menor nível registrado. O número implica em uma capitalização de mercado do bitcoin 13% maior que a atual, o que levaria ao recorde de preço projetado pelo JPMorgan. Com isso, haveria uma proporção correta com a capitalização do ouro.

O cenário também é bastante diferente do observado no final de 2024. Naquele momento, a criptomoeda operava em um nível de preço US$ 36 mil acima do preço justo considerando a proporção com o ouro. Agora, o ativo está abaixo desse nível, indicando um potencial de alta.

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