Redatora
Publicado em 29 de agosto de 2025 às 19h32.
Spirit Airlines, conhecida por seus jatos amarelos e modelo de baixo custo, entrou novamente com pedido de proteção contra falência nesta sexta-feira, 29.
A empresa havia enfrentado redução de caixa e aumento de perdas que prejudicaram sua recuperação desde que saiu de uma reorganização anterior em março deste ano. De acordo com a Reuters, voos, vendas de passagens, reservas e operações continuarão normalmente.
A transportadora está trabalhando com detentores de notas garantidas e avaliando financiamento adicional dentro do processo de falência. O CEO Dave Davis afirmou que “muitas ferramentas ainda estão disponíveis para posicionar melhor a Spirit para o futuro”, reconhecendo que o trabalho de recuperação ainda não está completo.
A Spirit havia tentado se reposicionar como companhia aérea premium, mas enfrentou desafios com incerteza de tarifas, cortes orçamentários e mudanças no comportamento do consumidor pós-pandemia.
Entre outros problemas estão o fracasso da fusão de US$ 3,8 bilhões com a JetBlue Airways e questões técnicas em motores Pratt & Whitney.
Após sair da primeira falência em março, a Spirit relistou suas ações na NYSE American, mas elas acabaram caindo 44% antes do anúncio de que devem ser retiradas da bolsa.
A companhia também busca aumentar receita por passageiro em 13%, focando em turistas com mais dinheiro, reformulando programas de fidelidade e firmando alianças com outras operadoras.
Rivais, como a Frontier Airlines, aproveitaram as dificuldades da Spirit para expandir rotas e ganhar participação de mercado. Fundada em 1964 como empresa de transporte rodoviário e transformada em companhia aérea na década de 1980, a Spirit se tornou referência em custos baixos, permitindo que passageiros abrissem mão de extras como bagagem despachada e assentos reservados.
A pandemia, porém, mudou a demanda para experiências de viagem mais confortáveis, desafiando o modelo tradicional da companhia.
Na reestruturação anterior, a Spirit reduziu sua dívida em cerca de US$ 795 milhões e recebeu US$ 350 milhões em novos investimentos, mas os problemas financeiros persistiram, levando à nova proteção contra falência.