Jensen Huang: CEO da Nvidia (PATRICK T. FALLON/Getty Images)
Redatora
Publicado em 29 de agosto de 2025 às 17h56.
O avanço da Nvidia no mercado financeiro global tem alavancado o patrimônio pessoal de seu CEO, Jensen Huang, que já soma US$ 142 bilhões em 2025.
Esse valor o coloca próximo de Warren Buffett, o investidor mais influente do século, que detém atualmente US$ 144 bilhões. A diferença é que, enquanto a fortuna de Buffett cresceu modestamente neste ano (US$ 2,19 bilhões), Huang viu seu patrimônio saltar em US$ 27,6 bilhões, de acordo com dados da Bloomberg.
A valorização acelerada da Nvidia é resultado direto do protagonismo da empresa no setor de inteligência artificial, com seus chips sendo utilizados por grandes desenvolvedores globais.
A empresa também atingiu a marca de US$ 4 trilhões em valor de mercado, um feito inédito na história das empresas públicas. As informações foram retiradas de CNBC Make It.
Grande parte da fortuna de Huang vem de sua participação de aproximadamente 3,5% na Nvidia. Analistas de mercado apontam que o valor de mercado da empresa pode alcançar US$ 6 trilhões.
Mesmo com oscilação nas ações ao longo de 2025, incluindo uma queda histórica de 17% em janeiro, a companhia conseguiu se recuperar e manter a confiança dos investidores, sobretudo a partir de junho.
O caminho, porém, não foi isento de riscos. Em janeiro, a Nvidia perdeu quase US$ 600 bilhões em valor de mercado em um único dia, após a revelação de que chips reduzidos da marca estavam sendo utilizados pela empresa chinesa DeepSeek.
Em março, nova queda: 9% em um dia, após o então presidente Donald Trump anunciar tarifas sobre produtos fabricados no México, onde a Nvidia também opera.
Apesar dessas turbulências, a capacidade de resposta rápida da empresa e a visão estratégica de Huang foram decisivas para a retomada. O mercado reconheceu a solidez da empresa, e os papéis voltaram a subir.
Fundada em 1993 por Huang, Chris Malachowsky e Curtis Priem, a Nvidia nasceu de uma aposta ousada em gráficos computacionais.
Huang já afirmou que a inexperiência na gestão empresarial, na época, pode ter sido uma vantagem. “Acho que essa é a superpotência do empreendedor: ele não sabe o quão difícil vai ser, e só se pergunta: ‘Quão difícil pode ser?’”, disse ao podcast Acquired.
A ascensão da empresa é exemplo direto de como decisões bem fundamentadas em finanças corporativas, como estrutura de capital, alocação de recursos e expansão controlada, são essenciais para criar valor de mercado e impulsionar carreiras de líderes.
O caso de Jensen Huang vai além da inovação tecnológica. Ele escancara o peso que a visão financeira estratégica tem no crescimento de empresas e executivos.
O domínio técnico precisa ser complementado por um entendimento profundo de finanças corporativas, como gestão de valor, investimentos, riscos e relacionamento com investidores.
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